Esse é um relato meu quanto ao banco Caixa Econômica Federal, e o motivo de considerá-lo o Pior Banco do Brasil. Portanto se você for realizar um Financiamento Imobiliário com a Caixa, leia atentamente esse texto.

A aberturda da Conta Corrente

Abri uma conta corrente na Caixa em meados de 2008, não por opção, mas por obrigação, visto que FUI OBRIGADO a abrir uma conta corrente na agência do centro de Araraquara, fazer um depósito de R$ 500,00, e contratar um serviço de capitalização. Isso tudo para conseguir o financiamento do meu apartamento.

O início do Processo Financiamento da Caixa Econômica Federal

Atualmente, dentro das agências da Caixa Econômica Federal, há uma empresa que “cuida” da agilidade do processo. No caso da agência da Caixa de Araraquara, a empresa é a Finance, onde a pessoa que me atendeu respondia pelo apelido de “Betinho”.

Essa pessoa tem livre acesso e circulação dentro da agência. Tem mesa inclusive, e pela bagatela de R$400,00, ele junta sua documentação necessária para o financiamento, e encaminha para um funcionário do banco agendar uma entrevista.

Todo esse ritual já deveria ser realizado, GRATUITAMENTE, pela própria agência. Mas, infelizmente, no Brasil as coisas não funcionam do modo como deveriam.

A entrevista para o Financiamento

Passado alguns dias da minha reunião com a Finance, um funcionário da Caixa ligou agendando uma entrevista. Foi agendada com data e hora para uma semana adiante. Nesta data, fui acompanhado da minha noiva, munidos dos documentos já peneirados pela Finance, além dos respectivos comprovantes de renda.

A primeira pergunta da atendente: O Sr. possui Conta-Corrente na Caixa? – Se a resposta for negativa, como era o meu caso, tudo é parado. Começa a abertura da conta ali mesmo (claro, para bater meta ela não passaria para outro), e não pense que será uma conta corrente simples não. É uma conta com todos os brilhos e glamures que a atendente desejar.

Não adiantou eu argumentar, visto que eu não usaria a conta. Mesmo assim, para obter o financiamento, eu teria que abrir uma conta, que me oneraria mais R$ 30,00 mensais.

Além da conta, eu teria que ter uma poupança. Isso, segundo a atendente, seria para mostrar que eu possuia fundos. Essa poupança teria que ter um depósito inicial, no mínimo, de R$ 500,00.

Mas não parou por ai. Eu teria, por fim, que contratar um Plano de Capitalização. Mais R$ 50,00 do meu escasso salário.

Feito a parte mais importante, para ela, seguimos para o real motivo da minha visita: A entrevista.

Ela analisa meus dados, minha vida financeira, vê até o chocolate que comprei na padaria quando tinha 4 anos de idade. A partir dali, ela decretou que o valor máximo da parcela do meu imóvel poderia ser R$ 700,00. Ou seja, mesmo eu sabendo mais que ela das minhas condições, eu teria que realizar o financiamento na quantidade de meses que ela julgava ideal.

As primeiras parcelas do Financiamento

Antes da entrega do imóvel pela MRV, Construtora que empreendeu o prédio onde comprei o imóvel, eu comecei a receber da própria MRV, um aviso de débito. Liguei no 0800 e me informaram que quando fui na Caixa, realizar o Financiamento, ficou um resíduo do valor do imóvel. Segundo a atendente, o meu FGTS e o valor financiado, não atingiram o valor do imóvel. PS: A Caixa nunca havia me ligado avisando sobre isso. E pior ainda, como esse valor ficou “parado” ainda teria o juros.

Como a atendente ou a própria caixa ainda não havia me informado sobre o resultado da Entrevista, achei por bem quitar essa pendência, pensando que isso pudesse dificultar o processo. O valor era algo em torno de R$ 1.200,00.

Após alguns dias, fui avisado que o financiamento havia sido aprovado. A partir daí, ainda sem receber o imóvel, comecei a receber as primeiras parcelas do financiamento.

No começo veio uma de R$27,00. Depois foi subindo mês a mês. Até que um mês após a entrega do imóvel chegou a primeira com valor integral. Mas… Esqueceu que estamos falando da Caixa Econômica Federal? O valor era quase o dobro do que deveria ser.

Liguei no banco, e a atendente disse que isso devia-se às primeiras parcelas virem menores. Como elas vieram menores, o banco queria cobrar o que ele acha que deveria ser pago. COM JUROS.

Mas espera aí – eu indaguei – Eu não deixei de pagar porque eu quis. Eu não paguei simplesmente por não ter sido cobrado. E mesmo que tivesse que pagar, onde fica o valor máximo que foi estipulado para a minha parcela? Até agora eu não poderia pagar mais que R$ 700,00. Agora eu posso? Não adiantou. Eles sempre tem razão. Tive que pagar com JUROS.

Os dias atuais

Hoje, dia 01 de março, eu tentei agendar uma visita na Caixa, para utilizar meu  FGTS na prestação do meu imóvel. Afinal, a CEF tem um programa de agendamento por telefone. Maravilha, não? Mas não funciona bem assim. Aliás, não funciona. Sabe o que me informaram? Eu tenho que ir até a Caixa Econômica fazer essa reserva. Ou seja: Tenho que ir um dia agendar e outro propriamente para ser atendido – e com certeza sem resolução, pois são campeões nisso. Achei o fim da picada. Obviamente, desisti.

Então resolvi passar depois do expediente na agência, para depositar a prestação. Não ando com o cartão da Caixa, afinal não uso a conta, embora pague uma mensalidade absurda, pelo péssimo serviço que me prestam (na verdade que não prestam). Liguei para minha esposa e peguei o número da agência e conta.

Me dirigi até o balcão. Comparado aos outros bancos que já fiz depósito, além do banco ao qual sou correntista, veio a primeira grande diferença. Basta colocar o dinheiro no envelope e escrever seu nome. Não informa a conta, valor depositado, telefone de contacto ou qualquer outra coisa. Ou seja, se o processo falhar mecanicamente na hora do depósito, esqueça!

Coloquei o dinheiro no envelope e me dirigi até o caixa. Ai me dou conta que dos 5 terminais, apenas um está funcionando, e tem fila!

Aguardo pacientemente a minha vez. Iniciei o procedimento do depósito. Agência, Conta, Valor e CÓDIGO DE OPERAÇÃO.  Mas espera ai. O que vem a ser Código de Operação? E onde verifico quais os códigos? O que aperto? 1, 2, 3?

Nunca vi isso em nenhum Caixa Eletrônico. Só na maravilhosa Caixa, afinal, é um banco preocupado comigo. Fiquei enfesado. Peguei meu envelope e fui embora. Deixa… amanhã eu deposito na Lotérica. E vou dormir sem saber o que diabos era o código de operação.

Tudo o que escrevi acima, além de muitas outras coisas, já foi relatado à Ouvidoria da CEF. O resultado? Perda de tempo. Não deu em nada, nem vai dar, pois é uma Estatal, e como tudo que gira em torno de política: Não presta. Portanto, se um dia cogitar em ligar ou enviar e-mail à Ouvidoria da Caixa Econômica Federal, desista!