A cidade de Araraquara/SP, cidade na qual eu nasci, cresci e moro, lançou na manhã deste sábado o programa “popular” Internet Para Todos. Eu, como qualquer profissional da área, além de blogueiro, sou a favor de descentralizar o uso da internet, fazendo com que outras camadas sociais utilizem, pesquisem e comprem via internet.

Mas vejo isso com ressalvas, quando o órgão público deixa de lado questões mais importantes, para se preocupar em fornecer acesso gratuito à população. O custo de uma implementação do sistema de rádio, como o adotado em Araraquara, além da sua manutenção (compra de backbone e reparos) e consequente suporte ao usuário final, serão com certeza um fardo nas costas da prefeitura.

Claro, a mídia, repleta de interesses lança como a maior bem-feitoria do mundo. Mas e educação, segurança, trânsito… Onde ficam? Segundo plano?

Pois aqui temos uma Guarda-Municipal que não faz outra coisa senão gerar multas. Quando deveria preocupar-se em rondar as saídas das escolas, ORIENTAR o trânsito, etc. Mas… Pra que isso, né?

O outro ponto é a velocidade ofertada. Incríveis 64kbps. Agora pergunto: O que fazer com essa incrível velocidade? Eu sei que cavalo dado não se olha os dentes, mas gastar milhões com o projeto, e mais alguns milhares por mês com a manutenção, para um link de 64kbps, meus senhores… Gastar dinheiro público é uma mamata.

Em uma semana de acidentes constantes na Rotatória das Roseiras, e reclamações dos usuários do serviço de saúde, devido ao cancelamento da terceirização no atendimento, lançar esse programa foi a perda completa do juízo.

Em tempo (22/03): Vi uma reportagem na Tribuna Impressa deste domingo (21/03), onde o custo da implantação do Projeto foi superior a R$ 200.000,00. Eu, sinceramente, acho que foi mais. Porém, no mesmo jornal o Secretário de Transportes diz que não pode levar à frente o projeto da Rotatória das Roseiras, pois fica em torno de R$ 300.000,00 e a prefeitura não dispõe desse valor.

Estranho, não? Acho que inverteram as prioridades… Ou eu estou vivendo de cabeça pra baixo!

Em tempo (23/03): veja esse projeto do Google.