Guarda Municipal de Araraquara usa Câmeras de Vigilância para criar “Vídeos Eróticos”



A central de monitoramento por câmeras sob responsabilidade da Guarda Municipal de Araraquara (GM), implantada em uma sala da Arena da Fonte Luminosa, que deveria servir para prevenir ações criminosas nas ruas de Araraquara/SP transformou-se em uma espécie de sala de vídeos eróticos. A denúncia é da vereadora Gabriela Palombo (PT).

A vereadora recebeu o material de uma fonte anônima, com pouco mais de 30 minutos de imagens, na última quinta-feira e já acionou o Ministério Público (MP) solicitando providências. Ela encaminhará representações ao Ministério Público Federal e ao Ministério da Justiça, uma vez que o equipamento foi instalado com recursos federais.

Arquivos

De acordo com Gabriela, “as informações que recebi dão conta de que essa canalhice é feita desde que a central foi instalada”. Haveria muito mais imagens guardadas em um “arquivo da putaria” como seria chamado pelos responsáveis pela central. “O que se vê é desvio de finalidade de uma central de monitoramento que deveria servir de apoio à segurança pública; falta profissionalismo, capacidade, qualidade e responsabilidade de quem cuida de um equipamento importante como este”.

Gabriela lembra que a GM rejeitou parcerias com as Polícias Civil e Militar para um trabalho conjunto na central. Ela destaca que em locais onde deveria haver monitoramento já houve casos de vandalismo, ação de flanelinhas e até um homicídio que as câmeras não captaram.

Para a vereadora, isso se explica porque das 25 câmeras, apenas de 9 a 11 estariam em funcionamento. “Já estive lá mais de uma vez e constatei a precariedade; inclusive o promotor Dr. Raul [de Mello Franco Junior] também esteve lá e viu a situação”, aponta. “Prometeram que em 20 dias tudo estaria resolvido e todas as câmeras estariam em funcionamento, mas não é isso que está acontecendo”.

A central foi implantada há três anos e custou pouco mais de R$ 1 milhão. A principal fonte de recursos, aproximadamente R$ 900 mil, foi obtida junto ao Ministério da Justiça por meio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). “É dinheiro público jogado fora. As pessoas de Araraquara estão pagando para serem espionadas de forma doentia. Passamos do limite aceitável”, conclui.


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